quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Amor sem distância

        O começo das férias no fim do ano... O tempo parece ser um bem valioso demais para ser desperdiçado com frivolidades. O problema ocorre justamente quando a gente confunde o essencial com o desnecessário e acaba gastando o pouco tempo que temos com coisas que não são exatamente primordiais e negamos atenção para as coisas simples que nos trarão benefícios invisíveis a olho nu. As vantagens intangíveis, às vezes, não têm o efeito imediato, mas são bem mais duradouras.
Ao criarmos essa ação, Karol e eu, queríamos resgatar nas pessoas o costume de escrever cartas e mensagens com as próprias mãos porque achamos que ao enviá-las, as pessoas estarão provando que se importam com quem vai recebê-las, afinal, para escrever uma carta é preciso dedicar tempo e concentração, além de coragem para por os seus sentimentos no papel. Nesse ponto, desdobramos a ação em outra parte, na qual estaríamos ajudando as pessoas que não sabiam escrever ou sentiam dificuldades nesse momento de colocar seus sentimentos em palavras.
Foi uma enorme odisseia conseguir organizar esse evento e enviar as cartas a tempo de chegarem antes do Natal, mas no caminho, encontramos muita gente que se encantou pelo projeto, confiou na nossa ideia e, acima de tudo, não mediu esforços para que a ação fosse realizada. Empresas parceiras que nos apoiaram com os meios necessários para a realização do evento. Empresas que ajudaram com outras providências mesmo sem tempo hábil para ter a sua marca exposta. Pessoas que doaram tempo, esforço e material. Voluntários interessados no projeto e se dispuseram a passar um tempo ouvindo histórias de desconhecidos em troca de nada. Ou, melhor dizendo, em troca apenas de fazer o bem.
Foram centenas de mensagens, poemas e desenhos deixados no mural de mensagens de Natal e expostos para a visualização de todos no pátio central do Paço Alfândega. Artistas desconhecidos aparecem aos montes quando deixamos lápis e papel à disposição. O objetivo primário, fazer com que as pessoas voltassem a escrever de próprio punho e expusessem essas mensagens no mural, foi alcançado com louvor, logo nos primeiros dias. Essa foi a ação cultural que nós estávamos promovendo. Ainda faltava a ação social do projeto.
Essa segunda parte seria a mais difícil de ser realizada, embora fosse também, a que mais precisava dar certo. Tinha o mesmo objetivo de resgatar nas pessoas o hábito de escrever cartas aliado a um objetivo maior: ajudar as pessoas com dificuldades de escrever e de se expressar. Precisávamos de muitos voluntários. Precisávamos de estrutura. De autorização. Logística. Precisávamos principalmente de pessoas que quisessem contar as suas histórias. Que se dispusessem a assumir as suas dificuldades de escrita e expressão. Não é fácil, hoje em dia, admitir que não saiba escrever. Não é fácil nunca, na verdade.
Mas, como não cansei de repetir nas últimas semanas, deu tudo certo. Voluntários apareceram de vários lugares, amigos de amigos, conhecidos de desconhecidos, pessoas que nós não sabíamos que existiam, estiveram conosco por toda a duração do evento e além. A estrutura foi montada a tempo. A autorização chegou também. O transporte de tudo aconteceu no prazo. E as pessoas vieram à Praça do Diario. Muitas. Várias. Centenas delas, com histórias maravilhosas de vitórias e de derrotas. Com cartas de pedidos e de oferendas. Cartas de amor. Cartas de reclamações. Esperanças, desejos, medos e anseios. Para amigos, para amantes, para parentes. Distantes e próximos. Em poucos dias, podemos viver várias emoções. Quem conta a história põe para fora sentimentos guardados há tempos e se emociona. Quem ouve e escreve também.
Foi uma experiência extremamente desgastante, mas igualmente compensadora. Sinto que aprendemos e ensinamos a deixar fluir sentimentos e que passá-los para o papel é reconfortante e terapêutico. As pessoas, às vezes, só querem ser ouvidas, e quando nós nos oferecemos para ouvi-las, a gratidão aparece e o invisível nos salta aos olhos.
Praça do Diario

Mural - Paço Alfândega

domingo, 10 de novembro de 2013

Rivendell - Assistência familiar e cerimonial funerário

Olá a todos que acompanham as publicitariedades que eu posto aqui. Hoje eu vou postar um trabalho realizado na faculdade para os jogos interdisciplinares do segundo semestre desse ano. No nosso segundo período, deveríamos escolher um produto ou serviço e realizar a companha completa, criando pelo menos seis peças, incluindo um comercial de 30 segundos e um reclame para rádio de igual duração, além de uma campanha nas redes sociais e os tradicionais meios impressos. A nossa equipe, a Pub+ Comunicação & Design, escolheu realizar a campanha de uma casa funerária, já que a escolha do produto ou serviço estava por nossa conta e somos realmente movidos por desafios. Tudo começou com a escolha do nome da empresa: Rivendell. Escolhi esse nome por se tratar do nome original em inglês da cidadela élfica Valfenda, do livro O Hobbit e é chamada por um dos personagens de "a última casa amiga". Embora não fossemos usar esse conceito na campanha achei que era um nome com boa sonoridade e, de certa forma, bonito. Para a criação da marca, introduzimos o círculo, simbolizando o ciclo da vida e a cor verde, que passa a ideia de paz, serenidade e confiança. A campanha foi criada baseada na ideia de que o ciclo da vida é formado pela sucessão de momentos, sejam eles de felicidade ou de tristeza, e a Rivendell está com os clientes assinantes nos momentos mais difíceis de suas vidas, cuidando de todas as providências necessárias para a liberação de documentos e trâmites legais, bem como preparação de todo o cortejo e celebração do rito funerário. A empresa toma todas as providências para que o associado possa estar ao lado da família e passe pelo processo de luto de forma natural e sem traumas. O texto foi elaborado usando o modelo quadrifásico nas peça para revistas e jornais, atendendo aos pedidos da professora Gabriela Torres, de Redação Publicitária II. A árvore simboliza um ser vivo com um próprio ciclo de vida, e também, segurança e firmeza. O céu aberto, limpo e claro passa a mensagem de tranquilidade e paz.Vejam como ficou a peça para impresso e também dois tags para a campanha para facebook. Espero que gostem do trabalho realizado. Até a próxima.


terça-feira, 22 de outubro de 2013

Cadernos Tilibra

Olá a todos! Vou postar agora um exercício feito em sala de aula, mais uma vez com a professora Gabriela, em uma aula de redação publicitária II. O assunto da vez era criação de textos usando a técnica da promessa básica. O exercício era criar um produto, descrever umas características próprias dele, que o diferenciasse da concorrência e depois escolher uma delas para ser a promessa básica desse produto. Com a promessa básica escolhida, deveríamos então criar uma outra frase com as características restantes para servirem de promessas secundárias. O exercício era para ser feito em dupla. Fiz com Camila Cristine. O produto escolhido foi o que eu tinha à mão na hora. Um caderno Tilibra... Escolhemos algumas características do caderno. Capa dura, desenhos legais na capa, papel de qualidade, tamanhos diversos e é de uma marca consagrada. Escolhemos o fato de ser Tilibra como principal característica. É uma marca popular. E a ideia da campanha era que o caderno é tão popular que o aluno vai ser popular também! É uma campanha totalmente fictícia, mesmo assim, espero que gostem. Vejam como ficou:

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Jack Daniel's

Olá de novo. Dessa vez vou postar uma peça que eu fiz em dupla com Jamary Alves para um trabalho de sala de aula para a Profª Gabriela Torres de Redação Publicitária II. A professora distribuiu alguns briefings na sala de aula e queria que a gente criasse um texto utilizando o modelo quadrifásico e elaborasse uma peça para revista. O sorteado para nós foi um briefing que falava sobre o Whisky Jack Daniel's e que tinha o objetivo de aumentar as vendas do produto, reforçando a marca como tradicional, de sabor marcante, que utiliza matéria primas de qualidade e tem uma forma de preparo artesanal, a mesma desde a fundação. Deveria fidelizar os consumidores e ao mesmo tempo atrair novos. No texto usei a grafia whiskey, como é usado no rótulo do produto. Fizemos duas artes para o mesmo texto. Uma mostrando a família de produtos e outra com aparência mais artesanal. Reforço que é apenas um trabalho de sala de aula. Fictício.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Biscoitos Sortidos Confiança

Essa peça foi desenvolvida por mim e por Vanclécio Vasconcelos e toda a equipe da Pub+ Comunicação & Design para o Interdisciplinar do 1º Período da faculdade. O briefing passado pedia uma campanha comemorativa de 100 anos da marca Confiança e uma completa reformulação do produto Sortidos, o que incluía embalagem, logomarca, selo comemorativo, um jingle e o que mais a gente pudesse imaginar para esse processo de branding. Decidimos abordar a memória afetiva do público, trazendo a imagem de uma família composta por 3 gerações que teriam consumido e ainda consomem o produto ao longo desses 100 anos. Usamos uma moldura de foto antiga para reforçar essa ideia. Modificamos a embalagem, trazendo imagens do artista plástico pernambucano mais celebrado atualmente porque a primeira embalagem do produto também foi criada por um artista pernambucano bastante famosa na sua época. O texto fala sobre a memória de quem consumiu e ainda consome o produto baseado na confiança que o público tem na marca, fazendo um link com o nome da própria marca. Foi uma peça meramente fictícia utilizada apenas nos jogos interdisciplinares da faculdade. Espero que tenham gostado, afinal, ficamos em 1º lugar e essa foi uma peça vencedora.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Brilhaço. Nova lã de aço da Brilux.

Essa foi questão de prova e também contava com um briefing fictício elaborado pelo professor de redação. Tratava-se de um lançamento da Brilux. Era uma lã de aço com uma capa envolvida no produto que protegeria a mão da mulher, evitava ferimentos e não arranhava as unhas. O público alvo era as mulheres donas de casa, como dá pra notar pelo diferencial do produto, que já admiravam a marca e era uma campanha de lançamento, apresentando esse diferencial. O texto foi criado pensando em ser adaptado para tv, rádio e impressos. Infelizmente, não fizemos imagem, pois foi uma das questões da prova. Ficou assim:

Brilhaço. A nova lã de aço da Brilux. A qualidade que você já conhece, agora com uma novidade: Uma capa protetora que envolve a esponja e evita que você machuque as suas mãos e estrague as unhas. Um conforto a mais para realizar as suas tarefas diárias com mais delicadeza e a eficiência de sempre!

Brilhaço. Confortável como a lã, Dura como o aço.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Palmolive Baile perfumado

O professor de Redação passou um briefing pra turma de um produto novo. Era uma loção hidratante com um acréscimo de 1/3 de protetor solar e com fragrância de Jenipapo. O público alvo seria mulheres das classes AB e maiores de 20 anos. Seria Lançamento no Norte e Nordeste do Brasil, mas já existiria nos mercados do Rio de janeiro, São Paulo e Curitiba. Custaria só R$5,90. A meta era aumentar as vendas em 80%. O briefing era bem detalhado e o professor queria que criássemos o texto utilizando a técnica de associação de ideias.
Foi assim que eu imaginei o texto:
Loção hidratante Palmolive com 1/3 de protetor solar e fragrância de Jenipapo.
1- Conceito: Lançar o produto no Nordeste para mulheres AB20+.
2- Subtema: Esse produto garante uma pele fresca, uma proteção a mais à pele e uma fragrância típica do Nordeste.
3- O novo Palmolive é: Prático, protege, perfuma, é portátil, barato, refrescante, benéfico, tem cheiro de nordeste, lançamento, uma escolha própria.
4- Prioridades: a)Hidrata; b)Protege; c)Tem cheiro de Nordeste; d)Prático; e)Lançamento; f)refrescante; g)barato; h) portátil; i)benéfico; e j)Escolha própria.
5- Uma frase para cada característica:
a) Hidrata a sua pele com o frescor do Nordeste;
b) Proteção diária com um toque exótico;
c) Um baile perfumado na sua pele;
d) Hidratação + Proteção = Praticidade;
e) Um novo produto para um velho hábito;
f) Uma brisa na sua pele que dura a dia inteiro;
g) Cabe na sua bolsa, cabe no seu bolso;
h) Hidratação e proteção sempre com você;
i) Vantagem para sua pele. Vantagem para você; e
j) Toda mulher precisa de proteção. Faça a sua escolha.
Aqui eu comecei a pensar que o nome do produto poderia ser Baile perfumado, que além de ser o nome de um filme pernambucano sobre o cangaço, faz uma alusão aos cheiros da região. Por isso mesmo veio a minha mente a imagem de Maria Bonita, mulher forte, decidida e, ainda assim, muito vaidosa e feminina.
O texto ficou assim:
6- Texto final:
Maria Hidratada. Maria Protegida. Maria Perfumada. Enfim, Maria Bonita!
 Lembro que é só um exercício de sala de aula. Eu gostei, o professor gostou, espero que gostem também. Comentem aqui, tá? Até a próxima!